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Como funciona os reajustes dos Planos de Saúde

  • Foto do escritor: Wendell Nunes
    Wendell Nunes
  • 25 de jan.
  • 3 min de leitura

Entender como funciona o reajuste do plano de saúde é fundamental para não ser pego de surpresa na fatura mensal. No Brasil, a forma como o aumento é calculado depende diretamente do tipo de contrato que você possui.

Aqui está um guia prático para o seu blog, explicando as diferenças entre os planos individuais, empresariais e por adesão.


Todo ano, os usuários de planos de saúde aguardam com certa apreensão o anúncio do reajuste anual. Porém, o que muitos não sabem é que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) não define o valor para todos os planos. Dependendo do seu contrato, a regra do jogo muda completamente.


1. Planos Individuais ou Familiares: O "Teto" da ANS

Estes são os planos contratados diretamente por uma pessoa física. Eles são os mais protegidos pela regulação.

  • Como funciona: A ANS define um índice máximo (teto) que as operadoras podem aplicar. Nenhuma operadora pode cobrar acima desse valor.

  • Referência 2025/2026: O teto definido pela agência para o período de maio de 2025 a abril de 2026 foi de 6,06%.

  • Vantagem: Maior previsibilidade e segurança contra aumentos abusivos.


2. Planos Coletivos por Adesão: A Negociação de Grupos

São planos contratados através de entidades de classe, sindicatos ou associações (ex: plano para advogados, engenheiros ou estudantes).

  • Como funciona: Não existe um teto da ANS. O reajuste é negociado entre a administradora de benefícios e a operadora de saúde. O cálculo geralmente considera a inflação médica (VCMH) e a sinistralidade (o quanto o grupo usou o plano no último ano).

  • Ponto de atenção: Como a utilização do grupo influencia o preço, os reajustes costumam ser bem mais altos que os dos planos individuais, frequentemente ultrapassando os 15% ou 20%.


3. Planos Empresariais: O Fator "Vidas"

Contratados por empresas para seus funcionários. Aqui, a regra muda conforme o tamanho da empresa:

  • Até 29 vidas (Pool de Risco): Para proteger pequenas empresas, a ANS obriga as operadoras a agrupar todos os seus contratos pequenos em um único "pool". É calculado um reajuste único para todos esses CNPJs, evitando que uma única empresa com um custo alto sofra um aumento desproporcional.

  • Acima de 30 vidas: A negociação é totalmente livre entre a empresa e a operadora. O reajuste é baseado quase que exclusivamente na sinistralidade e no uso de tecnologias médicas. Se os funcionários usaram muito o plano, o aumento será alto.


Outros Tipos de Aumento que Você Deve Conhecer

Além do reajuste anual mencionado acima, existem outras duas formas de aumento que podem ocorrer:

  1. Faixa Etária: Ocorre quando o beneficiário muda de idade (ex: ao completar 19, 24, 29... até 59 anos). As faixas e percentuais devem estar previstos no contrato. Atenção: Após os 60 anos, o Estatuto do Idoso proíbe reajustes por idade, desde que o contrato tenha mais de 10 anos ou siga as regras da Lei 9.656/98.

  2. Sinistralidade (Exclusivo para Coletivos): É o ajuste técnico aplicado quando o custo das consultas e exames do grupo supera o que foi previsto pela operadora.


Dica de Ouro: O Reajuste foi Abusivo?

Se você tem um plano coletivo e recebeu um aumento que parece injustificado (muito acima da média do mercado ou sem transparência nos cálculos), você tem o direito de solicitar a memória de cálculo à operadora. Caso não haja justificativa técnica, é possível questionar o valor na justiça ou através dos órgãos de defesa do consumidor.

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